Salamandra-de-pintas-amarelas

Salamandra salamandra
Urodelo que se distingue bem das outras espécies pelas suas vistosas manchas amarelas, pode atingir os 170mm de comprimento.
Tem hábitos nocturnos, sedentários e totalmente terrestres, apenas procurando os meios aquáticos para reprodução.
Alimenta-se de invertebrados terrestres.
A sua principal forma de defesa é a secreção de substâncias tóxicas através das glândulas cutâneas pricipalmente das glândulas parótidas.
Esta toxicidade é revelada pelas suas manchas amarelo vivo sobre o fundo escuro. Podem, às vezes, adoptar uma posição de defesa, baixando a cabeça e arqueando o corpo, salientando assim as suas cores e as parótidas.
(Fotografado em: 03.12.2011)
Espécie 176

Cobra-rateira

Malpon monspessulanus

É o maior dos ofídios da nossa herptofauna (nestas imagens um juvenil), podendo atingir os dois metros de comprimento.
De hábitos tipicamente diurnos, no verão pode manter actividade crepuscular. Hiberna e no Sul pode também apresentar um período de estivação.
Escolhe habitats muito variados como bosques de carvalhos, pinhais arenosos e zonas agrícolas, áreas pedegrosas abertas, jardins e ruínas.
Variando com a idade, a sua alimentação enquanto juvenil é sobretudo à base de insectos evoluindo para as lagartixas. Os adultos variam a deita entre outras cobras, pequenos roedores e crias de aves. Os indivíduos de maior porte também se podem alimentar de juvenis de Coelho-bravo e Sardões adultos.
Usa como principal mecanismo de defesa a fuga podendo, no entanto, tornar-se agressiva erguendo a cabeça, soprando e até pode chegar a morder.
Apesar de produzir um forte veneno com características neurotóxicas não é perigosa para o homem, pois trata-se de uma espécie opistoglifa (possui um tipo de dentição cujos dentes inoculadores de veneno se encontram na parte posterior do maxilar superior).
(Fotografado em: 03.12.2011)
Espécie 175

Tritão-de-patas-espalmadas

Lissotriton helveticus
 
Macho
Fêmea

Considerado o anfíbio mais raro do nosso país, este Tritão é também o mais pequeno de Portugal.
Vive em massas de água com pouca ou nenhuma corrente e muita vegetação. 
O facto de o macho exibir membranas interdigitais nas patas posteriores durante a sua fase aquática, deu-lhe o seu nome comum.
A sua actividade é predominantemente nocturna, apesar de na sua fase aquática que coincide com a época de reprodução. apresentar também actividade diurna.
(Fotografado em: 19.03.2011)
Espécie 164

Salamandra-de-costelas-salientes

Pleurodeles waltl

Com esta saída para o campo, conduzida pelo investigador Vasco Flores Cruz, confirmou-se a existência desta espécie no Parque Natural do Litoral Norte, que já anteriormente tinha sido referida pela investigadora Cátia Matos que havia descoberto larvas da espécie. Esta noite no campo para além de ter possibilitado a observação pela primeira vez de indivíduos adultos, permitiu o registo de 4 populações distintas ao longo do Parque. Estas fotos mostram um indivíduo fotografado em Fão e outro em Belinho, os locais mais a norte do país na sua distribuição geográfica.
Estes registos confirmam que a sua distribuição 
Esta é salamandra é o maior urodelo (anfíbio com cauda) da Península Ibérica, podendo ultrapassar os 30 cm.
O seu nome advém do facto de que quando é ameaçada faz sobressair as suas costelas, perfurando a pele, tentando cravá-las no seu agressor.
De actividade preferencialmente aquática e nocturna, alimenta-se de invertebrados aquáticos e terrestres, tritões e larvas de anfíbios.
Apesar de no norte, nos meses mais frios, poder cessar a sua actividade, nas regiões de clima mais ameno a sua actividade pode manter-se ao longo de todo o ano.
(Fotografado em: 19.03.2011)
Espécie 163

Sapo-corredor

Bufo calamita
























É um sapo robusto que mede 60 a 70 mm de comprimento, podendo a fêmea atingir os 90 mm.
Ao contrário dos outros sapos e rãs, o Sapo-corredor desloca-se fazendo pequenas corridas e não saltando (primeira foto).
Tem hábitos nocturnos apesar de na altura da reprodução poder apresentar alguma actividade crepuscular e até diurna.
Reproduz-se entre o Inverno e o final da Primavera estando muito dependente da ocorrência de precipitação.
Ambos os sexos procuram o mesmo charco todos os anos para se reproduzirem, apesar do macho, numa tentativa de atingir maior sucesso reprodutivo, possam recorrer a locais diferentes,
As fêmeas depositam um um elevado número de ovos (cerca de 4000), distribuídos num cordão gelatinoso.
Este sapo tem uma longevidade, no seu ambiente natural, que pode atingir os 5 anos. Em cativeiro pode atingir os 20 anos.
Alimenta-se sobretudo de moscas, minhocas, larvas de insectos e escaravelhos.
Algumas cobras, alguns mamíferos, os mochos e as corujas, são os seu principais predadores.
(Fotografado em: 21.11.2010)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)

Espécie 160

Tritão-marmorado; Tritão-verde

Triturus marmoratus





ORDEM: Caudata
FAMÍLIA: Salamandridae
GÉNERO: Triturus
ESPÉCIE: T. marmoratus
Este é um tritão de tamanho médio e que pode medir 16cm. Este individuo é uma fêmea e distingue-se do macho, de entre outras diferentes características, pela lista alaranjada ao longo do dorso.
Os seus hábitos são predominantemente aquáticos durante a fase de reprodução e terrestres, fora desta época.
É activo sobretudo à noite, embora se possa observar durante o dia na fase aquática.
Durante o Inverno e nos meses mais quentes do ano, pode apresentar períodos de inactividade.
Reproduz-se entre Outubro e Maio. Os machos, normalmente, são os primeiros a chegar aos locais de reprodução.
Podem chegar aos 10 anos de longevidade em liberdade e, em cativeiro, há casos registados de uma longevidade de 25 anos.
Alimentam-se de larvas de insectos aquáticos, minhocas, lesmas, caracóis.
Habitam charcos de águas paradas, ribeiros com pouca corrente de águas, poços, tanques. Distribui-se por toda a Península Ibérica até ao Sul de França. No nosso país pode ser avistado em todo o território desde o nível do mar até cerca dos 1900 mt de altitude na Serra da Estrela.
(Fotografado em: 09.04.2009)
(Lozalização: 41°29'59.04"N - 8°45'53.32"W)
Espécie 123
LC

Cobra-lisa-meridional

Coronella girondica

É uma cobra de pequeno tamanho, aproximadamente 70cm, apesar de já terem sido observados alguns maiores.
Tem hábitos essencialmente nocturnos e crepusculares, mas em dias nublados também podem ser observadas de manhã, como foi o caso deste indivíduo.
Apesar de o seu período de actividade mais intensa se situar entre Março e Novembro, pode permanecer activa todo o ano.
Alimenta-se sobretudo de lagartos, osgas e outras cobras, no caso do adulto, e o juvenil, insectos e outros invertebrados.
As aves de rapina, outras cobras e alguns mamíferos, são os seus predadores.
É pacífica, morde raramente e a mordedura é inofensiva. A sua defesa faz sobretudo libertando uma secreção nauseabunda.
Ocorre no país inteiro, embora em populações fragmentadas.
(Fotografado em: 21.10.2008)

Cobra-de-escada

Elaphe scalaris

Esta cobra pode atingir com alguma frequência os 200 cm. Tem sobretudo hábitos diurnos, embora nos meses mais quentes do ano também possa ser avistada no crepúsculo e à noite. No sul de Portugal é activa todo o ano e nas zonas mais frias, a norte, permanece inactiva por longos períodos de tempo.
É agressiva e muito ágil, trepando árvores para apanhar sol e procurar alimento. Nesta foto vemos um indivíduo que apesar de ser juvenil, era muito agressivo, fazendo constantemente tentativas para morder quem o incomodava, eu...
Alimenta-se de lagartixas e sardões, juvenis de coelho e lebre e aves, exercendo uma acção predadora muito importante nos ninhos.
Habita em matos, charnecas, clareiras de pinhais e bosques, campos agrícolas. Surge também nos muros de pedra e ruínas, e nos meios rurais também é com alguma frequência observado em telhados, pois é um local onde se aquece e procura ninhos.
Em determinadas situações mata por constrição.
Em Portugal está distribuída praticamente por todo o país.
A sua mordedura não é prejudicial ao homem.
Agradeço ao meu amigo Aires Pires a ajuda preciosa para fotografar este indivíduo.
(Fotografado em: 21.10.2008)

Cobra-de-água-viperina

Natrix maura





Esta serpente, muito comum, tem um tamanho médio que varia entre os 65 e os 70 cm, mas podendo alcançar os 130 cm. As fêmeas normalmente atingem um tamanho maior do que os machos, sendo que estes muito raramente ultrapassam os 70 cm e têm a cauda mais comprida.
Tem hábitos diurnos, apesar de no Verão, nos dias mais quentes, ser avistada no crepúsculo e à noite.
O seu habitat são os lagos, cursos de água, charcos, pântanos. Como tolera bem água com níveis altos de salinidade, também ocorre em paúis costeiros e outros locais com águas salobras. Hiberna entre Novembro e Fevereiro, e é activa no resto do ano. A sua actividade desenvolve-se tanto em terra como na água, sendo no entanto predominantemente aquática, tornando-se menos ágil e mais lenta em terra.
Reproduz-se entre Março e Maio, a postura é feita entre Junho e Julho, com 4 a 32 ovos, que são colocados debaixo de pedras, entre raízes de arbustos ou entre restos de vegetais em decomposição. As crias nascem entre Agosto e Outubro.
A longevidade desta cobra pode ir até aos 20 anos.

Alimenta-se de anfíbios, peixes pequenos e invertebrados. Por vezes também se alimenta de pequenos mamíferos e répteis. Os seus principais predadores são, a Cobra-rateira, a Garça-real, diversas aves de rapina, a Lontra e Ouriços.
Quando é ameaçada pode fazer-se de morta e libertar uma secreção nauseabunda. Como mecanismo de defesa expande a cabeça, dando-lhe uma forma triangular, emite silvos e projecta a cabeça ameaçando morder. Este comportamento aliado ao seu padrão de cores e formas, faz com que nestes momentos se assemelhe a uma Víbora. No entanto muito raramente morde e não é venenosa.
(Fotografado em : 24.08.2008)
(Localização: 41°30'41.97"N - 8°46'0.07"O)

Espécie 94

Tritão-de-ventre-laranja

Triturus boscai


É um Tritão pequeno, as fêmeas com 70 a 90 mm e os machos com 65 a 75mm. As larvas têm um comprimento de 20 a 30 mm.
Esta espécie pode permanecer na água todo o ano em algumas regiões, mas normalmente tem uma fase aquática que coincide com a época da reprodução e uma fase terrestre. Pode passar por fases de inactividade tanto no Inverno como no Verão, escondendo-se por baixo de pedras ou no fundo de habitats aquáticos.
Conforme as variações de latitude e altitude, a época de reprodução estende-se de Novembro a Julho. Nas zonas mais baixas e quentes mais cedo e nas zonas de montanha e mais frias, só depois de Abril se econtram os Tritões na água.
A maturidade é atingida entre os 2 e os 4 anos de idade, e sua longevidade pode ir até aos 9 anos na fâmea ou 6 anos no caso do macho.
O comportamento de cortejamento do macho é muito complexo e interessante de observar.
Os ovos, 100 a 250, aderem a plantas aquáticas, folhas ou outros objectos debaixo de água e a postura ocorre durante vários dias. Os locais escolhidos para a postura são normalmente locais onde a água tem uma corrente fraca ou está mesmo parada, com alguma vegetação aquática.
As larvas eclodem entre os 10 e os 20 dias. O seu período larvar depende muito de factores como a temperatura da água e a quantidade de alimento disponível.
Na fase aquática quer as larvas quer os adultos têm a mesma alimentação, pequenos invertebrados aquáticos. Na fase terrestre, as minhocas e as lesmas são o seu alimento preferencial. Os adultos são predados, sobretudo, por cobras. As larvas servem de alimento a larvas de libelinha (terríveis predadores), a salamandras e ao Tritão-marmorado.
Como meio de defesa, a fuga é o mais usado e conta também com secreções tóxicas que liberta das glândulas cutâneas.
(Fotografado: 2006)
(Localização: 41°30'16.65"N - 8°45'59.32"O)

Licranço; Cobra-de-vidro

Anguis fragilis

ORDEM: Squamata
SUBORDEM: Sauria
FAMÍLIA: Anguidae
GÉNERO:
Anguis
ESPÉCIE: A. fragilis
Apesar do seu aspecto, e de ser vulgarmente conhecida como tal, este animal não é uma cobra. Trata-se, na verdade, de um lagarto. É um réptil da ordem dos Sáurios, com membros ausentes e pertence à família dos Anguídeos. E das características que distinguem as cobras dos lagartos destacam-se as seguintes:
- os lagartos possuem pálpebras móveis e as cobras não;- a língua dos lagatos é dividida em vez de bifurcada, como nas cobras;
- na troca da pele dos lagartos, esta sai em farrapos, em vez da pele inteira, como ocorre nas cobras.
Os adultos podem medir, em alguns casos, 50cm de comprimento. Julga-se que será o lagarto com maior longevidade, havendo registos de indivíduos que viveram até aos 54 anos, em cativeiro.
Encontra-se activo desde Março até Novembro, sendo bastante tolerante ao frio comparada com outros répteis. Durante o período de reprodução (entre Abril e Junho) podem ocorrer lutas entre os machos.
Entre Agosto e Outubro, nascem 6 a 22 crias plenamente desenvolvidas, pois esta espécie é ovovivípara. Os machos atingem a sua maturidade sexual aos 3 anos de idade e as fêmeas entre os 4 e os 5 anos. As fêmeas sexualmente maduras não se reproduzem todos os anos.
Alimenta-se de lesmas, caracóis, minhocas, aranhas e insectos, por isso são facilmente observados em jardins e campos com ervas. Os seu principais predadores são, mamíferos (lontras, raposas, ginetas, texugos, javalis), aves de rapina, cobras e o sardão. É uma espécie completamente inofensiva e usa como mecanismo de defesa a sua capacidade de autotomia da cauda (largar a cauda).
Tem hábitos crepusculares e nocturnos, apesar de se avistar de dia com muita frequência quando as condições de humidade e temperatura são favoráveis.
É muito útil nos jardins, pois ajuda a eliminar pragas de lesmas e caracóis. Há jardineiros que deixam em determinadas zonas dos jardins placas de zinco e plásticos pretos, para que o Licranço se esconda por baixo, aproveitando o calor armazenado nesses locais, e no crepúsculo parta para a caça.
(Fotografado em: 23.05.2008)
(Localização: 41°30'38.39"N - 8°46'3.10"O)

Lagartixa-do-mato

Psammodromus algirus

ORDEM: Squamata
SUBORDEM: Sauria
FAMÍLIA: Lacirtadae
GÉNERO:
Psammodromus
ESPÉCIE: P. algirus
É a maior lagartixa do seu género, podendo o corpo atingir 9 cm e a cauda o dobro do tamanho do corpo, excepto quando regenerada, como é o caso nesta foto. Provavelmente este indíviduo largou a cauda para evitar ser predado.
Esta espécie estende-se desde o sul da Europa ocidental até ao norte de África. Encontra-se em todo o país.
Apesar de se dar bem numa grande variedade de habitats, é nos bosques e matas mediterrânicas que é mais comum.
É essencialmente insectívora, alimentando-se de aranhas, formigas, escaravelhos e gafanhotos. Por vezes também se alimenta de sementes e pequenas lagartixas, mesmo da sua espécie.
Reproduz-se na Primavera até ao início do Verão.
O período de postura, entre Maio e Julho, pode incluir 2 ou 3 posturas diferentes, com 2 a 11 ovos, com cerca de 13 mm de comprimento. O período de incubação dura 2 a 3 meses, e a eclosão acontece entre Agosto e Outubro. Em liberdade pode viver até aos 7 anos.
(Fotografado em: 13.04.2008)
(Localização: 41°29'51.75"N - 8°45'54.37"O)

Lagartixa-de-bocage, Lagartixa, Sardanisca

Podarcis bocagei

ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO:
Podarcis
ESPÉCIE: P. bocagei
Lagartixa de tamanho médio, com cerca de 7 cm de comprimento cabeça-corpo.
A sua actividade inicia-se em Fevereiro-Março e porlonga-se normalmente até Novembro. Se a temperatura não descer abaixo dos 10ºC podem ser encontrados indivíduos activos todo o ano.
O acasalamento dá-se entre Março e Julho. A postura é de dois a nove ovos e tem a duração de dois a três meses. Os 0vos eclodem entre Junho e Setembro.
Tem uma longevidade máxima de quatro anos.
Alimentação insectívora, alimentando-se principalmente de aranhas e escaravelhos.
As cobras, os sardões e algumas rapinas, nomeadamente o peneireiro-vulgar, são os seus principais predadores. Usa como principais mecanismos de defesa, a fuga e a capacidade de separar a cauda do corpo.
Bem distribuida numa grande variedade de habitats, mesmo em zonas de grande densidade populacional. Ocorre no entantanto, em bosques de caducifólias em áreas de matos e zonas abertas, seu habitat mais característico. Em Portugal ocorre desde o nível do mar até aos 1500 mt de altitude, na Serra do Gerês.
É uma espécie endémica da Península Ibérica.

(Fotografado em 02.06.2007)
(Localização: 41°30'25.98"N - 8°46'15.38"O)

Sardão, Lagarto-ocelado

Lacerta lepida


ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO:
Lacerta
ESPÉCIE: L. lepida
É o maior lacertídeo da nossa herpetofauna, podendo atingir entre 150 a 260 mm de comprimento cabeça-corpo. Aspecto geral robusto com fortes membros pentadáctilos. A cabeça é grande e robusta, com mandíbulas fortes. A cauda, que possui a mesma cor do dorso, é bastante comprida, podendo atingir duas vezes o comprimento do corpo. A cor dorsal de fundo é esverdeada ou amarelada, com um profuso reticulado escuro. Nos flancos apresenta várias séries de grandes manchas ou ocelos azuis.
Espécie activa entre Março e Outubro. Durante os meses de Verão, permanece inactiva nas horas mais quentes do dia, podendo apresentar actividade nocturna. Utiliza como refúgio tocas escavadas por si ou aproveita as de outros animais, ou ainda cavidades naturais. Durante a época de reprodução, que ocorre na primavera, acentua-se o carácter territorial dos machos, sendo frequente a ocorrência de lutas violentas entre eles. A sua dieta baseia-se, essencialmente, em invertebrados, tais como escaravelhos, borboletas, gafanhotos, abelhas, aranhas e centopeias, e é complementada com vegetais e frutos. Além disso pode também capturar lagartixas e pequenos mamíferos. Captura ovos e crias de aves. É predado por aves de rapina, cegonhas, garças, cobras e vários mamíferos carnívoros. Quando se sente encurralado, quer por um predador quer pelo Homem, adopta uma posição característica: eleva a cabeça e abre muito a boca, podendo mesmo chegar a morder.
Em Portugal ocorre em todo o território desde o nível do mar até aos 1800 mt, na Serra da Estrela. Pode ser encontrada nos areais costeiros, charnecas, matagais, terrenos cultuvados e bosques. Prefere zonas com abundância de refúgio e evita os lugares húmidos e sombrios.
(Fotografado em 02.06.2007)
(Localização: 41°31'56.78"N - 8°47'22.99"O / 41°30'26.27"N - 8°45'59.42"O)

Cópula

Num momento de sorte, registei um macho Lacerta lepida a perseguir uma fêmea e a dar conta da sua função reprodutora. Enquanto esteve entretido não se incomodou com a presença do vouyeur mas, no momento em que acabou, fugiu a sete pés...















(Fotografado em 2007)
(Localização: 41°30'26.27"N - 8°45'59.42"O)

Lagarto-de-água

Lacerta schreiberi





Juvenil
ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO:
Lacerta
ESPÉCIE: L. schreiberi
Lagarto de tamanho médio e aspecto robusto, que pode atingir 125 mm de comprimento cabeça-corpo. Possui uma longa cauda que pode medir até duas vezes o tamanho do corpo. Padrão de coloração dorsal variável, podendo apresentar tons esverdeados a amarelados com um ponteado negro relativamente denso e uniforme, a tons acastanhados com grandes manchas escuras. Ventre amarelado com ou sem pigmentação escura, podendo apresentar na zona da garganta tonalidades azuis durante a época de reprodução e esbranquiçadas no resto do ano.
É uma espécie normalmente activa desde Fevereiro/Março até Outubro, altura em que começa um período de repouso invernal. A maturidade sexual é antigida com comprimento cabeça-corpo de 86 a 90 mm e com idades compreendidas entre os três e quatro anos de idade. A longevidade máxima detectada é de oito anos. A sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados, em especial mosquitos, moscas, gafanhotos e escaravelhos. Ocasionalmente, inclui também frutos silvestres. Entre os seus principais predadores, destacam-se diversas aves de rapina (peneireiro-vulgar e águia-de-asa-redonda), cegonhas e, mais esporadicamente, alguns mamíferos, como a gineta e a lontra. A fuga, a camuflagem entre a vegetação e a capacidade de libertar a cauda voluntariamente quando ameaçado, constituem os seus principais mecanismos de defesa contra os predadores.
Ocorre nas zonas relativamente húmidas, encontrando-se associado a habitats próximos de cursos de água com coberto vegetal denso. Habita preferencialmente os vales agrícolas, típicos das áreas montanhosas do norte do país, em locais onde o estrato arbóreo das margens é dominado por espécies como o amieiro, o vidoeiro, o castanheiro, e o carvalho-alvarinho. Encontra-se desde o nível do mar até aos 1775 mt de altitude, nas Serra da Estrela.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°30'16.15"N - 8°46'27.31"O)

Sapo-de-unha-negra

Pelobates cultripes



ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Pelobatidae
GÉNERO:
Pelobates
ESPÉCIE: P. cultripes
Sapo relativamente grande, de aspecto robusto, que mede em regal entre 60 a 80 mm de comprimento total, e pode alcançar os 100 mm. Focinho arredondado, olhos grandes, muito proeminentes, com pupila vertical e íris prateada, dourada ou verde claro com pigmentação escura. Tubérculo metatarsiano muito desenvolvido, apresentando a forma de uma unha ou espora negra. Pele lisa e brilhante, com excepção da parte superiora da cabeça, onde apresenta uma aspecto rugoso. Coloração dorsal muito varivel, podendo apresentar tonalidades esbranquiçadas, amareladas, esverdeadas ou acastanhadas, com ou sem manchas. Estas manchas, acastanhadas ou esverdeadas, são mais escuras do que o fundo e forma um padrão quase sempre irregular. A presença de uma unha ou espora negra nas extermidades posteriores torna esta espécie inconfundível.
Possui hábitos estritamente nocturnos, passando o dia enterrado em buracos que escava com as fortes unhas negras dos membros posteriores. Nas zonas mais frias da sua área de distribuição, passa por um período invernal mais ou menos prolongado, enquanta que em algumas regiões do sul permanece activo durante todo o ano. O seu período reprodutivo está fortemente dependente das condições atmosféricas, em especial da ocorrência de percipitação. A maturidade sexual é atingida por volta dos três anos de idade e, normalmente, a sua longevidade é de cerca de 10 anos. Em cativeiro podem alcançar os 15 anos de idade. A sua alimentação consiste, essencialmente, em escaravelhos, lesmas, formigas, minhocas, gafanhotos, borboletas, mosquitos e larvas de insectos. Os seus principais predadores são as cobras-de-água, diversas aves como a coruja-das-torres, o mocho-galego, o papa-ratos e o milhafre preto e alguns mamíferos.
Encontra-se fortemente associado a locais de solo pouco compactado, como zonas arenosas, dunas costeiras, campos de cultivo, pastagens e zonas planálticas. Em Portugal ocorre desde o nível do mar até aos 800 mt, em Miranda do Douro. Ocorre principalmente no Sul e Centro do país, estendendo-se a Norte por uma estreita faixa fronteiriça. Encontra-se também ao longo da costa até Esposende e, ainda, em pequenos isolados populacionais.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°32'0.19"N - 8°47'27.19"O)

Rã-ibérica, Rã-castanha

Rana iberica



ORDEM: Anura
SUBORDEM: Neobatrachia
FAMÍLIA: Ranidae
GÉNERO:
Rana
ESPÉCIE: R. iberica
Rã esbeslta, cujo comprimento raramente ultrapassa os 55 mm. Cabeça com focinho pontiagudo. Coloração dorsal muito variável, predominando os tons acastanhados, alaranjados, ou mesmo avermelhados. Sobre o dorso pode mostrar pequenas manchas negras ou ainda manchas claras e e irregulares. O ventre é esbranquiçado, podendo apresentar um reticulado escuro mais intenso na região da garganta.
Apresenta actividade tanto diurna como nocturna. Encontra-se activa durante todo o ano, embora seja menos conspícua nos dias mais frios de Inverno e durante os meses quentes de Verão. O período reprodutivo estende-se por norma de Novembro a Março, variando com a altitude. A sua dieta baseia-se essencialmente de pequenos invertebrados, tais como aranhas, larvas de insectos, caracóis e escaravelhos. Os seus principais predadores incluem cobras-de-água, trutas e pequenos mamíferos carnívoros.
Trata-se de uma espécie típca das zonas montanhosas e muito associadas à água, ocorrendo junto a ribeiros com vegetação abundante nas margens, cujos biótopos circundantes são frequentemente constituídos por bosques caducidófilos ou lameiros. Pode ainda ser encontrada numa enorme variedade de habitats desde charcos e lagoas até prados húmidos e terrenos encharcados, com vegetação herbácea abundante, ocorrendo desde o nível do mar até aos 1900 mt, na Serra da Estrela.
(Fotografado 2m 2005)
(Localização: 41°30'35.99"N - 8°46'4.74"O)

Rã-verde

Rana perezi



ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Ranidae
GÉNERO:
Rana
ESPÉCIE: R. perezi
Rã de grande tamanho, cujo comprimento atinge frequentemente 75 mm e pode, mais raramente, alcançar os 100 mm. Focinho pontiagudo ou ligeiramente arredondado. Pele lisa ou ligeiramente verrugosa. Coloração dorsal de fundo geralmente verde, embora também possam surgir exemplares acastanhados ou acizentados. Apresenta uma linha vertebral verde clara ou amarela e duas pregas dorsolaterais, normalmente amareladas ou acastanhadas.
Apresenta actividade tanto nocturna como diurna. Durante o dia é frequente observá-la a apanhar sol nas margens ou sobre plantas nos meios aquáticos onde habita. A maturidade sexual é atingida aos quatro anos de idade e a longevidade máxima ronda os 10 anos. A sua dieta baseia-se em insectos, aranhas, minhocas, crustáceos, moluscos e mesmo pequenos peixes e anfíbios, incluindo espécies da sua própria espécie. Os seus predadores são numerosos, podendo destacar-se as cobra-de-água, a cobra-de-esacada e a cobra-rateira, diversas aves (garças, cegonhas, rapinas nocturnas e diurnas) e alguns mamíferos.
É uma espécie que aparece sempre associada a massas de água, ocupando praticamente todos os tipos de habitats aquáticos independentemente do biópoto circundante. Ocorre desde o nível do mar até aos 1900 mt, na Serra da Estrela.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°29'57.39"N - 8°46'20.67"O)

Sapo-comum

Bufo bufo



ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Bufonidae
GÉNERO:
Bufo
ESPÉCIE: B. bufo
É o maior anuro da fauna portuguesa. Sapo robusto que, em geral, mede 60 a 150 mm de comprimento, embora algumas fêmeas possam atingir cerca de 220. Cabeça grande, de forma mais ou menos arredondada e focinho curto. Coloração dorsal bastante variável, podendo encontrar-se indivíduos de tonalidade acastanhada ou bege. Alguns indivíduos são uniformes, mas outros apresentam frequentemente no dorso manchas amareladas, esbranquiçadas ou negras de tamanho variável.Possui hábitos essencialmente crepusculares e nocturnos, mas em dias húmidos e chuvosos pode também apresentar alguma actividade durante o dia. A sua reprodução ocorre normalmente entre Novembro e Abril. Os adultos recorrem à água somente no momento da reprodução, realizando para isso, longras migrações, podendo percorrer vários quilómetros em busca do local de reprodução, que por norma é o mesmo todos os anos.Normalmente podem viver entre 7 a 10 anos, mas existem registos que sugerem uma longevidade superior. Em cativeiro podem viver mais de 30 anos. A sua alimentação consiste essencialmente em centopeias, escaravelhos, moscas, borboletas, lesmas, minhocas e mesmo outros anfíbios. Os seus principais predadores são as cobras-de-água, as víboras, alguns mamíferos, como a lontra e o toirão e diversas aves, entre as quais se destaca a águia-calçada, a águia-cobreira e os milhafres-Zonas agrícolas, zonas de montanha, montados e bosques de caducidófilas, desde o nível do mar até aos 1870 mt de altitude nas Serra da Estrela.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'36.84"N - 8°46'3.60"O)